No final de fevereiro, a Espanha aprovou uma ampla legislação que legaliza o aborto. A nova Lei garante às espanholas o direito à interrupção da gravidez não desejada e regulamenta o atendimento de saúde oferecido pelo estado para que esse direito de fato ocorra de forma segura na prática e na vida cotidiana das mulheres. A Espanha já tinha o aborto descriminalizado, mas os serviços públicos de saúde não garantiam esse acesso, fazendo com que apenas as mulheres com recursos financeiros pagassem pela interrupção em clínicas privadas. Além disso, a nova lei também resolve o argumento de objeção de consciência, apresentado pelos gestores públicos que, muitas vezes se recusavam a oferecer o serviço por não concordarem com a prática do aborto. Mais »
Fonte: Trecho do livro Os Dragões do Éden – Especulações sobre a evolução da inteligência humana. Trecho retirado de um texto do Blog Index
(…) Em um extremo [do debate sobre o aborto] está a posição de que a mulher tem um direito inato de “controle sobre o próprio corpo”, que inclui, nos é dito, causar a morte de um feto a partir de uma variedade de argumentos, incluindo aversão psicológica e incapacidade econômica para criar uma criança. No outro extremo está a existência do “direito à vida”, a afirmação de que mesmo a matança de um zigoto, um óvulo fertilizado antes da primeira divisão embrionária, é um assassinato, porque o zigoto tem o “potencial” para se tornar um ser humano. (…)
Não há duvida de que abortos legalizados evitam a tragédia e o açougue que são os abortos ilegais e incompetentes de “fundo de quintal”, e que em uma civilização cuja continuidade está ameaçada pelo espectro do crescimento populacional incontrolado, abortos médicos amplamente disponíveis podem servir a uma importante necessidade social. Mas o infanticídio resolveria ambos os problemas e tem sido empregado amplamente por muitas comunidades humanas, incluindo segmentos da civilização clássica grega, que é tão constantemente lembrada como a antecedente cultural de nossa própria civilização. E o infanticídio é amplamente praticado hoje em dia: há muitas partes do mundo em que um em cada quatro bebês recém-nascidos não sobrevive ao primeiro ano de vida. Ainda assim, por nossas leis e morais, infanticídio é um assassinato além de qualquer argumento. Como um bebê prematuramente nascido no sétimo mês de gravidez não é significantemente diferente de um feto in utero no sétimo mês, deve-se seguir, me parece, que o aborto, pelo menos no último trimestre, é algo muito próximo de assassinato. A objeção de que o feto no terceiro trimestre ainda não está respirando parece falaciosa: é permitido cometer infanticídio após o nascimento se o cordão umbilical ainda não tiver sido cortado, ou se o bebê ainda não tiver tomado ar pela primeira vez? (…) Mais »
A Direção da Associação Brasileira de Lésbicas , Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT, reunida em 02 de março de 2010, resolveu convocar todas as pessoas ativistas de suas 237 organizações afiliadas, assim como organizações e pessoas aliadas, para a I Marcha Nacional contra a Homofobia, vinda de todas as 27unidades da federação, tendo como destino a cidade de Brasília. No dia 19 de maio de 2010, será realizado o 1º Grito Nacional pela Cidadania LGBT e Contra a Homofobia, com concentração às 9 Horas, no gramado da Esplanada dos Ministérios, em frente à Catedral metropolitana de Brasília.
Em 17 de maio é comemorado em todo o mundo o Dia Mundial contra a Homofobia (ódio, agressão, violência contra Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – LGBT). Mais »
Ato em celebração ao Dia Internacional da Mulher. “100 anos de 8 de março: mulheres em luta por autonomia, igualdade e direitos”. Dia 8 de março, na Praça do Patriarca, centro de São Paulo, 10h30
Há exatos 100 anos, a socialista alemã Clara Zetkin propôs, durante a 2a Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, realizada em Copenhague, na Dinamarca, a criação de um Dia Internacional da Mulher. Havia alguns anos, diferentes datas eram marcadas por jornadas de luta feminista, organizadas sobretudo em torno da defesa do voto feminino e da denúncia contra a exploração e opressão das mulheres. A partir daí, as comemorações começaram a ter um caráter internacional.
Um século se passou e hoje, em todo o mundo, o dia 8 de março é uma data de celebração e afirmação da luta das mulheres por igualdade, autonomia e liberdade. Em São Paulo, o dia será marcado por uma manifestação no centro da capital, que reunirá feministas de diferentes regiões do estado pra dizer “ainda há por que lutar!”.
Escrevo este texto sob o efeito de uma péssima noite, maldormida, desagradável, terrível. Embora tenha me inspirado a idéia para o artigo, preferia não ter passado por isto. Dormi mal, acordei diversas vezes, senti angústia e peso no corpo, sensações desagradáveis de perigo iminente ou desgraças possíveis, realmente uma péssima noite. Para entender este pesadelo, explicarei as circunstâncias. Aviso, porém, que serão melhor compreendidas por quem tem filhos.
À meia noite e pouco, de sexta-feira para sábado de carnaval, minha filha telefona para avisar que está saindo de São Paulo para a praia, de carro, com o namorado. Carnaval, trânsito intenso, notícias na tela da TV sobre problemas em todas as estradas e sou obrigado a dizer: “legal, filha, boa viagem, tome cuidado, avise quando chegar”, sem aparentar a inevitável preocupação que me assalta a mente.
Não é, claro, a primeira vez que viaja; e não é, claro, a primeira vez que me preocupo com ela. Nestes 20 anos, inúmeras preocupações - em diferentes idades e por diversos motivos – já me atormentaram. É o ônus de ter filhos, mais do que compensado pelas alegrias decorrentes do mesmo fenômeno, a paternidade..:-) Nunca me arrependi de ser pai e essas alegrias são muitas e diversas (mais uma vez, quem tem filhos me entenderá melhor).
Pela primeira vez na história, o governo dos EUA recebeu a comunidade não-teísta para uma discussão sobre políticas públicas. A reunião, ocorrida em 26 de fevereiro na Casa Branca entre uma equipe do governo e líderes da Coalizão Secular pela América (Secular Coalition for America), foi focada nas principais questões de política pública da comunidade não-teísta, incluindo o fim do proselitismo nas forças armadas, a melhoria da iniciativa governamental ‘referente à fé’ e a proteção das crianças contra a negligência e o abuso que podem ocorrer devido à falta de atenção do governo sobre os curandeiros da fé.
“Não aceitamos interferência religiosa no governo – seja devida a furos nas leis contra o abuso infantil nas ‘curas pela fé’, ou pregação para membros alistados das forças armadas”, disse o representante legislativo Pete Stark. “Eu elogio a Coalizão Secular por comunicar esses problemas de liberdade religiosa ao governo Obama”.
O passo fundamental para entender a ciência é saber como ela funciona. Infelizmente, muitas pessoas pensam que a ciência é um “conjunto de achismos” e que as teorias científicas são apenas “idéias oriundas da cabeça dos cientistas”.
Parte da série “Fácil de Entender”, este vídeo explica como funciona o método científico e por que ele merece a mesma credibilidade que oferecemos às tecnologias que utilizamos em nosso dia-a-dia. Mostra como o conhecimento científico é construído, de simples intuições em um laboratório a teorias aceitas pela comunidade científica e ensinadas nas escolas.
O vídeo foi exibido originalmente no canal Youtube de potholer54 e depois, legendado e exibido no canal Youtube de biscoito1r
Contrato assegura à companheira ou companheiro, o reconhecimento da relação entre pessoas do mesmo sexo e a posse dos bens adquiridos durante a convivência. Pode ser feito em qualquer cartório de notas.
A união homoafetiva é um contrato semelhante ao de união estável feito por casais heterossexuais. É um documento público, assinado diante de testemunhas e registrado em cartório, no qual os parceiros reconhecem a relação de convivência, definem o regime de partilha de bens (comunhão universal ou parcial ou separação total), a tutela dos filhos e nomeiam, se quiserem, o companheiro como seu procurador para administrar o patrimônio em caso de morte ou evento incapacitante (acidente ou doença).
Não existe um tempo especifico para se fazer esta declaração, ou seja, o casal pode declarar meses ou anos e, por isso, é descrito na declaração o tempo de convivência. A declaração vale a partir da data que o casal declara que está junto e não a data em que foi feita.
Homens que traem as esposas e namoradas tendem a ter QI mais baixo e ser menos inteligentes, segundo um estudo publicado na revista especializada Social Psychology Quarterly.
De acordo com o autor do estudo, o especialista em psicologia evolutiva da London School of Economics, Satoshi Kanazawa, “homens inteligentes estão mais propensos a valorizar a exclusividade sexual do que homens menos inteligentes”.
Kanazawa analisou duas grandes pesquisas americanas a National Longitudinal Study of Adolescent Health e a General Social Surveys, que mediam atitudes sociais e QI de milhares de adolescentes e adultos.
Ao cruzar os dados das duas pesquisas, o autor concluiu que as pessoas que acreditam na importância da fidelidade sexual para uma relação demonstraram QI mais alto.
Aceitamos muitos conceitos porque eles parecem ser as respostas lógicas às nossas perguntas. Mas será que fizemos as perguntas certas? ( Harold L. Klawans )