Se a evolução é real, por que nenhum chimpanzé evoluiu até ser como nós?

Série - Evolução

 

 

Autor: Homero Ottoni Jr (*)

 

Chipanzé

Muitas perguntas/desafio de descrentes da evolução apresentam claras lacunas de conhecimento em relação ao que é e ao que não é a evolução. A pergunta/desafio acima, título deste artigo, é uma das mais repetidas, encontrada em quase todo artigo sobre a evolução, nos “comentários” dos leitores.

Esse engano sobre chimpanzés e seres humanos poderia ser desfeito com alguma leitura sobre o assunto e vou tentar resumir aqui a resposta a esta pergunta/desafio.

Primeiro, para que símios como o chimpanzé ou gorila evoluíssem para uma nova espécie, seriam necessários os mesmos milhões de anos que foram necessários para nós. O que significa que nenhum primata poderia “evoluir” para outra espécie. Espécies evoluem, não indivíduos. Nenhum chimpanzé poderia “evoluir” até um ser humano, como nenhuma zebra poderia “evoluir” até um cavalo.

A pergunta/desafio, portanto, está errada. O que ela deveria perguntar (se é que deveria perguntar alguma coisa) é porque os ancestrais destes primatas, como os do chimpanzé, não evoluíram em nossa direção.

A resposta é: porque não há direção.

 

“Poderiam ser Neandertais a perguntar o que aconteceu com os Homo sapiens que desapareceram no passado”

Os ancestrais dos chimpanzés não “queriam” ser chimpanzés ou Homo sapiens, eles apenas responderam às pressões do meio ambiente. Em nosso caso, as pressões levaram a cérebros grandes e ao andar ereto, enquanto a pressão do ambiente dos chimpanzés os levou a ser o que são hoje.

Mas isso não é tudo. Outros símios, de outras espécies, evoluíram de forma parecida, inclusive com desenvolvimento de algumas características como as do Homo sapiens: inteligência, caminhar ereto, sociedades, etc. Neandertais, por exemplo, existiram ao mesmo tempo em que Homo sapiens; Australopitecus Robustos, ao mesmo tempo em que Australopitecus Afarensis; e algumas outras espécies que conhecemos através dos fósseis.

Ou seja, não somos os únicos. Não fosse o resultado contingente da evolução, poderiam ser Neandertais a perguntar o que aconteceu com os Homo sapiens que desapareceram no passado.

A resposta ao questionamento da pergunta/desafio pode ser vista em diversas famílias de animais. Existem golfinhos, baleias, orcas, belugas, narvais, etc. Todos descendentes de um ancestral em comum, que voltou da terra para a água.

Porque todos eles não se tornaram baleias? Ou golfinhos? Porque as pressões do ambiente variam, a disputa pela vida é intensa e rigorosa. Qualquer grupo que descubra e se adapte a outro ambiente poderá ter alguma vantagem e, ao fim, transformar-se em outra espécie. É por isso que os golfinhos são pequenos e se alimentam de cardumes de superfície, enquanto cachalotes tornaram-se gigantes e se alimentam de lulas igualmente gigantes, a profundidades abissais (que nenhum outro mamífero pode atingir).

 

“A evolução é cega e contingente”

Mesmo que as pressões ambientais se modificassem e pressionassem chimpanzés a evoluir em nossa direção (dando vantagens a cérebros maiores e ao andar ereto, por exemplo), seriam necessários milhões de anos até que surgisse uma nova espécie. E, ainda assim, ela não seria “humana” e nem mesmo poderíamos saber em que se transformariam. Não há direção.

A pergunta/desafio parece cometer o “engano” recorrente de considerar a evolução como um progresso, onde seres humanos (ou a inteligência) são o ápice, o objetivo a ser atingido. Isso acontece até mesmo com pessoas que acreditam na evolução e no antepassado em comum, mas torna-se fundamental para aqueles que defendem uma divindade maluca que cria tudo, do nada.

Entretanto, a evolução é cega e contingente. Ela segue as pressões do ambiente, pressões não intencionais e variáveis. Hoje mais quente, amanhã mais frio. Hoje um continente único, amanhã placas tectônicas que se separam.

Portanto, não há nenhum motivo para que símios evoluam em nossa direção, ou para que se tornem humanos. Chimpanzés são tão evoluídos quanto os seres humanos, pois existem há tanto tempo quanto, e evoluíram de ancestrais em comum.

Na verdade, todos os seres vivos são tão evoluídos quanto nós. Um pássaro, um réptil, uma bactéria ou um gorila evoluíram tanto quanto nós e se adaptaram tão bem ao ambiente quanto nós.

Repetindo, para responder claramente a pergunta/desafio, não há nenhuma razão para esperar que chimpanzés ou qualquer outro símio evolua ou tenha evoluído como nós, da mesma forma como não há nenhuma razão, biológica ou não, para esperar que a zebra “evolua” para se tornar um cavalo, ou um cavalo “evolua” para se tornar uma zebra. Ambos evoluíram para onde as pressões de seu ambiente os levaram, e apenas isso.

 

“Andar ereto foi a primeira mudança importante, que apresentava vantagens na savana”

Quem apresenta essa pergunta/desafio são pessoas que, em geral, consideram os seres humanos “melhores” do que os chimpanzés. Somos, na visão delas, “especiais”. Somos criaturas divinas, filhas de uma divindade superpoderosa. Por isso, acreditam que os chipanzés, caso pudessem “escolher”, optariam, sem vacilar, por se tornarem humanos. Consideram que somos mais evoluídos do que eles e – apelando ao conceito errôneo de “progresso” – que a evolução segue um objetivo supremo: formar seres inteligentes, “sapiens” e, de resto, com polegares opositores que lhes permitam segurar e folhear a Bíblia.

Nossos ancestrais, e os ancestrais de algumas outras espécies que já não existem (a competição na natureza é violenta, e dificilmente um mesmo nicho ecológico suporta duas espécies competindo por muito tempo) surgiram na mudança violenta do clima, que quase extinguiu as florestas – habitats de símios como o chimpanzé, gorilas e orangotangos – e criou as extensas savanas africanas.

Nesse novo ambiente, nossos antepassados tiveram de adaptar características já pré-existentes (exo-adaptação, um trunfo da evolução). Andar ereto foi a primeira mudança importante, que apresentava vantagens na savana: o calor e o Sol tinham menor área de atuação, a visão de predadores melhorou, o caminhar permitia que se atingisse pontos mais distantes, etc.

Pensemos no cenário: o que antes era uma África totalmente tomada de florestas tropicais, agora possui bosques e pequenas florestas esparsas, separadas por longos trechos de savana. O tempo passa, as savanas crescem e as florestas diminuem. Nossos antepassados, que antes viviam confortavelmente nas florestas gigantescas, agora têm que atravessar as savanas para encontrar alimento.

 

“O Homo Sapiens é um caminhante poderoso, um corredor elegante e rápido”

Qualquer individuo que tenha mudanças em seu biótipo, por mínimas que sejam, mas que dêem a ele alguma vantagem nessa travessia, terá melhores chances de sucesso em sua vida e deixará mais descendentes, para os quais transmitirá essa vantagem. Com o passar do tempo (muito tempo, centenas de milhares de anos), teremos indivíduos que andam em pé e transitam mais na savana do que na floresta (qualquer indivíduo que tenha conseguido encontrar alimento na savana, durante as longas travessias, terá mais vantagens adaptativas).

Enquanto isso, ancestrais de outros grupos, vivendo em áreas onde as florestas não foram tão afetadas e, portanto, onde as savanas não vingaram, evoluíram em outra direção, adaptando-se cada vez mais às florestas.

Um adendo sobre alguns mitos sobre nossa espécie. O senso comum considera-nos seres frágeis, fracos e lentos, devido à natural diminuição das exigências de sobrevivência em nossa civilização tecnológica. Nada mais enganoso. Nossos ancestrais – e mesmo nós, atualmente – foram excelentes em diversas habilidades de sobrevivência. O Homo Sapiens é um caminhante poderoso, um corredor elegante e rápido, uma espécie perfeitamente adaptada à vida na savana. Basta ver um chimpanzé “tentando” correr e compará-lo a um humano disputando os 100 metros rasos.

Claro que não somos bons em árvores e um orangotango é um especialista nesse ambiente, mas em uma corrida, de qualquer distância, nós vencemos qualquer primata. E em longas distâncias, vencemos até mesmo outros animais, como cavalos ou guepardos (podemos correr e caminhar por distâncias que matariam um guepardo ou mesmo um leão).

 

“Andamos pelo mundo e povoamos mais territórios do que qualquer outra espécie”

Outra modificação significativa foi o cérebro grande, evoluído da habilidade manual primata, associada ao efeito colateral de andar em pé. Nossa visão de predador e coletor de frutas (por isso enxergamos colorido), o andar em pé e o cérebro grande, tornou-nos especialistas no ambiente pós-glaciação.

Andamos pelo mundo e povoamos mais territórios do que qualquer outra espécie. Atingimos a África, a Ásia, a Europa e até a América do Norte e do Sul. E isso, muito antes de termos uma civilização tecnológica avançada!

E os antepassados dos gorilas e chimpanzés, onde estavam nessa época? Estavam onde o ambiente havia mudado em outra direção ou onde existiam as pressões evolutivas originais, frente às quais o modo de vida arbóreo e florestal ainda era uma vantagem. Assim, eles evoluíram para adaptarem-se cada vez mais a esse ambiente já conhecido. E, como previsto pela Teoria da Evolução, se o ambiente não muda muito, as pressões seletivas e a espécie também não mudam muito. Ela se especializa.

Espero que esta breve exposição (bem, eu tentei ser breve, mas o volume de dados e informação sobre o assunto é gigantesco) tenha ajudado a esclarecer e a responder a pergunta/desafio (uma entre muitas, baseadas na falta de informação e em erros conceituais).

Não penso que a explicação acima mude a forma de pensar de quem apresenta a pergunta/desafio “por que chimpanzés não evoluíram para seres humanos”. Esta é apenas uma forma de defesa de crenças religiosas. Provavelmente, a maior parte dos que usam a pergunta/desafio apenas mudaria rapidamente de direção, levantando qualquer outra aparente contradição da Teoria da Evolução, escolhida entre as muitas que povoam a mitologia religiosa e o discurso antievolucionista. Mas, ao mostrar que existem explicações satisfatórias, podemos esclarecer aqueles que realmente desejam conhecer e entender as respostas da Ciência.

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(*) Colaborador do Bule, Homero Ottoni é programador de computadores. Cursou dois anos de Medicina, quatro anos de Direito e atualmente está na faculdade de Computação.

 

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40 Comentários

Pedro Paulo Netto_ ATEISTA22 outubro 2009 às 10:32 AM

Portanto, não há nenhum motivo para que símios evoluam em nossa direção, ou para que se tornem humanos. Chimpanzés são tão evoluídos quanto os seres humanos, pois existem há tanto tempo quanto, e evoluíram de ancestrais em comum.
Sem considerar e claro os adoradores delirantes que literalmente foram estruturados pelo Racismo, Sexismo e principalmente pelo Fundamentalismo, se julgando superiores a Todos nos pela sua Mediocridade, Ignorância e principalmente Genocídio em nome de sua Insanidade Virotica, a crença.

Fabricio Braga22 outubro 2009 às 3:32 PM

Grande Homero!

Parabéns pelo texto, simples e efetivo. Vou indica-lo para várias “pessoas-que-acreditam-em-coisas” que conheço. :o )

[]s!

Jefferson22 outubro 2009 às 4:10 PM

Não somos descendentes de símios, então?

Homero22 outubro 2009 às 5:00 PM

Jefferson, somos sim..:-) O problema é o uso dos termos de forma descuidada. É preciso definir o alcance e sentido do termo “símio” primeiro. Ou “macacos”. Ou primatas. São todas classificações úteis, mas não absolutas e podem ser interpretadas de formas frouxas e causar confusão.

Somos, mais especificamente, descendentes de um ancestral em comum. Como classifica esse ancestral não é relevante para a evolução, embora seja importante para entendermos a linhagem que resultou em nós.

Pode chamar de primata ou de símio, sendo que primata é mais preciso. Pode até chamar de “macaco”, se com isso quiser dizer primata aparentado a nós..:-)

Mas não descendemos, claro, dos “macacos” que existem hoje, mas de “macacos”, símios, primatas, ou proto-macacos, que existiram no passado, e que foram também os ancestrais do gorilas, orangotangos e chimpanzés.

Também descendemos de “peixes”, em algum momento de nossa linhagem. E de seres unicelulares, bem lá longe..:-)

Tudo é uma linha única, ramificada de tempos em tempos para gerar novas espécies, primos em várias direções.

Eduardo RC Neto22 outubro 2009 às 5:47 PM

Excelente texto Homero!!!

Parabêns pela forma clara que você coloca suas idéias.

Esse texto vai ficar guardado para “jogar na cara” de criacionistas que adoram falar isso.

T146022 outubro 2009 às 10:53 PM

Excelente texto! A pergunta é realmente mais comum do que deveria. Imagina nos EUA, o quanto não devem perguntar coisas assim, já que um bom percentual da população acredita na Terra de 6000 anos.

Gisele Moraes23 outubro 2009 às 6:59 PM

Então, e só questão de tempo para os chipanzés evoluírem para outra espécie? Quem dita isso é o cego acaso, sem planejamento prévio nem direção, feito uma carreta desgovernada? Ah, entendi….

Homero23 outubro 2009 às 7:17 PM

Não, Gisele, não é ’só” uma questão de tempo. Leia com atenção, não há porque chimpanzés “evoluirem” em nossa direção, não há direção!

E, sim, é o acaso. Por exemplo, o acaso de um meteoro colidindo com a Terra, e causando uma mudança profunda no clima, que extinguiu as espécies dominantes, dinossauros, e permitiu que uma espécie sem espaço no ambiente, pequenos proto-mamíferos, se multiplicassem, gerando novas espécies, inclusive uma que passou a habitar as florestas e árvores e depois gerou os primatas, inclusive os seres humanos.

Se fosse possível rodar o filme do tempo de novo, seria bastante improvável que seres humanos existissem, ou mesmo que alguma espécie inteligente existisse. Ou poderiam ser os Neandertais a se perguntar “porque os homo sapiens se extinguiram”, e não o contrário.

Não há direção, Gisele. As espécies evoluem para onde as pressões as levam, de forma cega e não intencional. A mudança de clima que destruiu florestas africanas, e as substitui por savanas, não foi “planejada”. Sem essa mudança, nada de homo sapiens.

E sem essa mudança talvez, e eu disse TALVEZ, é só uma hipótese, uma viagem de imaginação, os primatas nossos ancestrais que deram origem a linhagem de chimpanzés é que poderiam ter desenvolvido inteligência e linguagem, e estariam por ai a tentar entender como chegaram a isso..:-)

E, claro, alguns seriam tentados a se sentir o “rei da cocada preta”, filhos do dono, objetos principais de todo universo, etc..:-)

A carreta desgovernada é boa analogia..:-) Sim, é uma carreta desgovernada, em termos, mas direcionada por forças cegas e não intencionais. Mesmo uma carreta desgovernada, desce a ladeira, e não sobre. Por que? Porque leis naturais, compreendidas pela Teoria da Gravitação, a força a isso.

É isso que significa ser contingente, a evolução. Examinada “a posterior”, tudo “parece” ter seguido uma direção. Compreendida “a priori”, compreendidas as forças envolvidas, ela é apenas o resultado de forças e leis naturais, como o crescimento de um cristal, ou a formação de moléculas orgânicas em nuvens estelares, ou mesmo carretas desgovernadas, mas que seguem “leis físicas”, e descem ladeiras.

Faço novamente a pergunta, quer mesmo entender a teoria científica conhecida como Teoria da Evolução? Mesmo, ainda que isso possa leva-la a compreender os argumentos e evidências que a sustentam, e a ter de, se não abandonar a fé cega em contos mitológicos, pelo menos rever muitos deles por absoluta incompatibilidade com o seu novo conhecimento?

Isso é importante, e faz toda a diferença, ok?

Eu recomendo um livro interessante, pequeno, de fácil leitura, chamado O Rio que Saia do Eden, de Richard Dawkins. Muito esclarecedor para entender a evolução.

Entender a ciência, o conhecimento científico, é trabalhos, leva tempo, e exige esforço. mas vale a pena..:-)

Douglas24 outubro 2009 às 12:49 AM

Texto maravilhoso Homero, parabéns.

Herbert Monteiro24 outubro 2009 às 2:05 PM

Nossa, nunca havia lido um texto tão enxuto e direto sobre evolução. Diria até que tirou as poucas dúvidas que restavam em mim, parabéns e muito obrigado por ser mais um colaborador dessa difícil mas necessária visão de mundo, até onde eu sei a mais próxima da verdade, abraços!

Antonio30 outubro 2009 às 9:33 AM

Muito bom o seu texto. Quando vi o título, pensei que você fosse escrever um texto absurdo sobre como o ser humano é o ápice da evolução, fato que Richard Dawkins em seu livro sobre evolução chamou de pensamento “a posteriori”. Sobre primatas eu recomendaria fortemente um livro chamado “Eu, primata” do primatólogo Franz de Waal. É uma leitura muito interessante, que conta os hábitos de chimpanzés e bonobos e traça paralelos com a nossa organização social. Vale muito a pena…

trouxa é outro30 outubro 2009 às 11:08 AM

simplesmente “mané”!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Homero30 outubro 2009 às 1:00 PM

trouxa é outro diz: “simplesmente “mané”!!!! etc”

Bem, como refutar tão brilhante e bem construído “argumento”?..:-) Acho que toda biologia terá de ser revista e modificada depois disso..;0)

Udo30 outubro 2009 às 4:28 PM

Quanto besteirol para explicar o que não pode ser explicado…

Homero30 outubro 2009 às 4:45 PM

udu: “Quanto besteirol para explicar o que não pode ser explicado…”

O que exatamente não entendeu das explicações do texto? E quem exatamente determinou (decretou) que não pode ser explicado?

Se pode refutar algum dos argumentos, ou se tem alguma evidência de que não é assim, ou uma explicação alternativa (por exemplo, o amigo imaginário pegou sua varinha de condão e fez uma “mágica” que criou o universo e os seres humanos, de uma vez só..:-), seria mais útil apresentar, não?

O que chama de “besteirol”, conhecimento derivado do método científico, permite que, entre outras coisas, escreve suas mensagens neste forum, converse pelo celular com pessoas em qualquer lugar do planeta (usando satélites geo-estacionários), tenha uma expectativa de vida de mais de 80 anos (sendo que seus antepassados tinham a expectativa de menos de 30 anos), viva praticamente sem doenças e sem sofrimento, não perca metade de seus filhos antes do primeiro ano (padrão de nossos antepassados), etc, etc, etc.

Esse besteirol, seja a teoria de evolução, seja a genética e mapeamento de DNA, seja a teoria da relatividade, ou a teoria do eletromagnetismo, é fruto do mesmo método e do mesmo rigor de análise e pesquisa. Forma, juntos, o que se chama conhecimento científico.

Se usa computadores, fruto do “besteirol”, pro que pensa poder recusar a genética, a evolução, o DNA (99% idêntico ao dos chimpanzés), e demais conhecimentos, só porque estes refutam uma crença em superstições ancestrais?

Não é muito lógico, não?

Faça um favor a você, releia o texto, leia os outros sobre a evolução, e tente compreender os argumentos e evidências. Depois, se puder demonstrar que estão incorretos, ótimo. Se não, vai entender melhor porque a ciência aceita essa “explicação” e que “besteirol”, de verdade, são os mitos e superstições criados por nossos antepassados bárbaros e sem informação.

Pedro30 outubro 2009 às 5:16 PM

Duvido que o Homero sabe o nome do bisavós dele….!

Homero30 outubro 2009 às 5:44 PM

Puxa, dos avós ainda vai, mas bisavós :0)

Todos, nem pensar. Mas tenho (quase) certeza de que existiram, dentro da longa linhagem de antepassados que existiram antes de mim.

Vou usar uma imagem que acho muito interessante, criada por Dawkins: Imagine uma menina segurando a mão de sua mãe, em uma praia africana, na Somalia (o “chifre” da Africa). Sua mãe por sua vez segura na outra mão sua própria mãe, avó da menina (são sempre mulheres, pois é mais fácil seguir o DNA mitocondrial pelos milênios).

Cada mulher segura em uma mão a filha, e em outra sua mãe, sempre se afastando da praia. A cada passo, uma nova geração de antepassados.

Percorrendo as planícies africanas, montanhas, florestas, desertos, sempre seguindo mãe e filha, passamos por mínimas mudanças, pequenas modificações, mas sempre cada ser pertencendo tanto a espécie de sua mãe quanto de sua filha. Mas ligeiramente diferentes.

Passamos pelos Homo Erectus, pelos Habilis, pelos australopitecus, e continuamos, sempre pequenas e mínimas mudanças.

Na costa ocidental, Oceno Atlântico, em uma praia de um pais chamado Mauritania, encontramos nossa mais longínquo antepassado, um mais recente ancestral em comum com os chimpanzés. Este segura em sua mão direita a filha, e segue sua linhagem até a menina na costa oriental, Oceano Indico.

Mas em sua mãe esquerda, ela segura sua outra filha, que segura sua própria filha, e assim por diante, até encontrar, também na outra costa, ao lado da menina do começo da história, uma pequena chimpanzé fêmea, que segura a mão de sua mãe.

Um laço, gigantesco em termos humanos, mas pequeno em termos geológicos, ligando a menina humana e a menina chimpanzé, pela vastidão dos tempos e da África.

É uma imagem que deve causar calafrios em criacionistas, mas que é bela, e maravilhosa se pensar na ligação que temos com todos os seres vivos do planeta, com a vida neste planeta.

Essa imagem do “arco” ligando duas espécies atuais, pelo tempo, pode ser vista anda hoje nas espécies em “anel”. Espécies que se ligam por toda uma distância genética, mas que ainda tem os intermediários vivos, como o famoso anel de espécie das gaivotas hering (procurar no Google, ring species hering..:-).

Não me sinto nem ofendido nem chateado por fazer parte dessa linhagem, junto com chimpanzés e outros primatas. Ficaria mais ofendido se achasse que sou filho de um déspota maluco sobrenatural e onipotente..:-)

[...] verdade encontrei vários, mas esse é especial) sobre a dúvida sensacional sobre evolucionismo: Se a evolução é real, por que nenhum chimpanzé evoluiu até ser como nós? Eu sempre soube o motivo (até porque ele é óbvio), mas às vezes é pedir demais para os outros [...]

Robson Rogerio11 novembro 2009 às 5:58 PM

Primeiro texto que leio no seu blog e devo dizer que foi muito esclarecedor. Vai para o meu Google Reader já!!

Tranceman11 novembro 2009 às 6:38 PM

Perdoe a minha arrogancia mas gostaria de complementar suas explicações com uma que costumo usar com meus amigos evangélicos e afins:

Ocorre que os cruzamentos de espécies que levaram ao desenvolvimento da espécie humana não acontecem mais como aconteceram milhoes de anos atrás. Com a diferencição causada pela própria evolução os individuos passaram a procriar com aqueles cujas características mais se assemelhavam às deles, criando assim a diferenciação que há tanto entre os humanos e chimpanzés quanto com os diversos tipos de outros primatas, como tambem com felinos e vários outros animais cujas classes incluem diversas espécies semelhantes mas diferentes que que raramente se minturam.Uma forma mais simples de se entender é com o exemplo dos cães Pit Bull que têm origem há pouco mais de um século, fruto do cruzamento de Bulldogs com Terriers em reproduções “planejadas” para conseguir uma nova raça com as melhores características das duas anteriores. Sem esse cruzamento entre duas espécies diferentes, não existiria uma terceira e nova. Assim o pensamento primitivo dos que usam essa pergunta/desafio não leva em conta que nao há mais o cruzamento entre as diferentes espécies de primatas para que haja saltos evolutivos. Caso contrário seria razoável supor que os bulldogs deveriam em algum momento do tempo evoluir para pitbulls, o que não pode de forma nenhuma ocorrer enquanto a espécie se reproduzir somente entre si.

No mais, excelente texto

FLWS!!!

smith12 novembro 2009 às 2:14 AM

O texto tá até legal, mas tem um problema ao explicar a teoria sintética da evolução. Você cometeu um erro muito comum, que é o de confundir lamarckismo com darwinismo. Não existem pressões do meio que guiam a evolução, ela acontece ao acaso. Surgiram hominídeos que eram bípedes, e estes apresentavam melhores condições para sobreviver em regiões de savana, portanto esse hominídeo sobreviveu em detrimento do menos adaptado, quadrúpede, seja por não conseguir se reproduzir, conseguir alimento, etc. A diferença sutil porém fundamental é que o meio não atua diretamente guiando a evolução, ela simplesmente acontece, e os seres que estão mais adaptados sobrevivem, enquanto os outros são extintos. Lamarck era que defendia a hipótese de que o meio poderia influir no nosso código genético de maneira direta. Um exemplo simples para se explicar o pensamento lamarckista é citando um halterofilista. Sabemos bem que, se um halterofilista tem um filho, este não será, a priori, musculoso como o pai. Não existe transmissão de caractéres adquiridos, como preveu lamarck. Portanto, não foram seres humanos que desenvolveram a capacidade de andar devido a “pressões” do meio, alguns deles surgiram, e pelo fato de o meio favorece-los, eles perduraram.

Sobre “não haver direção” está perfeitamente correto, um ser vivo pode sofrer uma mutação genética desfavorável para a sua adaptação com o meio, extinguindo-o (mostrando mais uma vez que a proposta de lamarck não é suportada por evidências). O que falta para muitas pessoas leigas a teoria da evolução, é entender que não existem seres “superiores”, a teoria da evolução considera apenas a adaptabilidade do ser com o meio, ou seja, sua capacidade de sobreviver. Todos os animais vivos, hoje, são igualmente bem adaptados, pois conseguem conseguir alimento, crescer e se reproduzir, não havendo assim uma “hierarquia” dentro do darwinismo. Para os que dizem que, com o advento da tecnologia e o sedentarismo o ser humano está “perdendo” em caráter evolutivo, está deixando de considerar que o desenvolvimento tecnológico faz parte da evolução humana, ou seja, desenvolver tecnologia nos faz ser mais adaptados ao meio, garantindo nossa sobrevivência. Uma evidência disso é estudar a expectativa de vida de sociedades dos séculos passados em comparação com a do século XXI. Espero que eu tenha sido claro, qualquer dúvida, estou à disposição.

fabenrik12 novembro 2009 às 8:46 AM

Me amarrei no blog/site, já tinha escutado falar… mas foi minha primeira visita
Tbm sou Ateu….
Sobre a postagem é excelente a explicação e ainda acrescento….
Essa pergunta dos que atacam a teoria da evolução é um disparate tão grande quanto os chimpanzés se perguntarem (se pudessem) pq não evoluímos para ter sua força.
Estou correto?

@fabenrik (twitter)
japanhere@hotmail.com (msn e orkut)

Homero12 novembro 2009 às 3:45 PM

Olá smith

Tem toda razão quanto a lamarckismo e darwinismo. Mas talvez não tenha entendido corretamente meu texto (provavelmente por falha minha..:-), eu jamais confundiria um com o outro.

Inclusive, observe o termo “contingente” ao se referir a evolução, apresentado no texto. Sem direção, também é uma expressão que uso recorrentemente.

Quando digo que “seres humanos desenvolveram a capacidade de andar”, evidentemente não me refiro ao individuo, mas a espécie. Espécies evoluem, não indivíduos (como apresentado logo no começo do texto).

E também tentei deixar claro que as mudanças são acidentais, em cada geração alguns indivíduos mais capazes de andar (um pouquinho) melhor em dois pés, e outros menos. Se a pressão ambiental fosse no sentido de gerar vantagens a caminhantes em 4 patas, seria essa a direção (não intencional), mas como as vantagens eram para os caminhantes de dois pés, essa foi a direção resultante (sempre analisndo “direção” a posteriori).

Sem lamarckismo nenhum, a cada geração maior número de caminhantes com duas patas que na anterior.

Não sei se considerou que meu texto também falha nessa parte final, sobre não haver nenhuma espécie hoje “mais evoluída”, mas também penso que deixei isso claro no artigo..:-)

Por favor, entenda que não é uma crítica a suas colocações, eu concordo com elas, em relação ao darwinismo e a evolução..:-) Apenas não concordo que eu tenha escrito algo diferente no meu texto.

Um abraço.

Homero

Homero12 novembro 2009 às 3:49 PM

fabenrik: “Essa pergunta dos que atacam a teoria da evolução é um disparate tão grande quanto os chimpanzés se perguntarem (se pudessem) pq não evoluímos para ter sua força.
Estou correto?”

Sim, caso qualquer espécie resolvesse se perguntar algo, seria sempre de uma visão “especie-centrista” (ou como alguns tem chamado, chauvinismo especista). Um falcão se perguntaria, se a evolução é real, porque humanos não desenvolveram asas para voar, evidentemente o ápice de qualquer capacidade biológica. Um tubarão, ficaria espantado por não termos capacidade de respirar sob a água, ou dentes que se substituem.

Baleias se perguntariam como podem se chamar de “evoluidas” espécies que nem conseguem aguentar a pressão de algumas centenas de metros de água, e assim por diante..:-)

Um abraço.

Homero

Homero12 novembro 2009 às 3:53 PM

Tranceman: “Ocorre que os cruzamentos de espécies que levaram ao desenvolvimento da espécie humana não acontecem mais como aconteceram milhoes de anos atrás. Com a diferencição causada pela própria evolução os individuos passaram a procriar com ..”

Sim, em termos. A procriação inter-espécies acaba impedindo a especiação, se perdurar por longos períodos. Por isso nossas “raças” humanas (e caninas) não se tornam espécies de verdade, os genes acabam sempre se espalhando e uniformizando a espécie.

Durante os primeiros tempos de uma especiação, entretanto, cruzamentos podem co-existir, até que limites geográficos, migração, mudanças ambientais, entre outras, os eliminem de vez. Nesse momento começa o lento e longo caminhar para espécies novas.

Temos vários exemplos de inícios assim ainda hoje, como as versões de espécies de esquilos, cinza e vermelho. Sem cruzamento, daqui há um bom tempo, serão totalmente incapazes de se reproduzir entre si.

O caminho é longo, pois até leões e tigres, bem separados, ainda podem cruzar (ainda que o descendente seja estéril).

Um abraço.

Homero

smith12 novembro 2009 às 3:55 PM

Perfeito, mas tome cuidado ao usar o termo “pressões ambientais”, pois ele deixa margem para uma análise lamarckista. No caso, seria melhor utilizar a famigerada “Seleção Natural”.

Homero12 novembro 2009 às 4:08 PM

Olá smith

smith: “Perfeito, mas tome cuidado ao usar o termo “pressões ambientais”, pois ele deixa margem para uma análise lamarckista. No caso, seria melhor utilizar a famigerada “Seleção Natural”.”

Pois é, pensei muito nisso, é um problema real, a escolha de termos para explicar a evolução. O próprio termo “evolução” causa enorme estrago na mente do leigo, devido a seu quase implícito conteúdo de “progresso” que carrega.

E já recebi conselhos, ao usar o famigerada “seleção natural”, para evitar o termo também.

O ideal, me parece, seria que as pessoas entendessem o suficiente de biologia para escapar dos erros de interpretação dos termos usados na teoria da evolução, mas isso parece difícil. Quase sempre ao explicar um ponto, se acaba confundindo outro.

Eu tenho tentado sempre explicar sem usar estes termos, através de exemplos concretos, mas nem sempre é possível e as vezes alguma expressão mais difícil “escapa”..:-)

E por favor, continue lendo e criticando meus textos, é sempre bom ter uma referência mais precisa, para ajustar e melhorar o conteúdo.

Um abraço.

Homero

Eli Vieira13 novembro 2009 às 3:40 PM

Não há problema algum em falar pressões ambientais, e isso não é lamarckismo.

“Pressão seletiva” é um termo técnico da biologia evolutiva que diz exatamente o que o Homero expressou.

Neste mês está saindo um artigo meu na Ciência Hoje sobre Lamarck, expressando que é um erro usar o termo “lamarckismo” para expressar a aderência ao uso e desuso e herança de caracteres adquiridos, porque Darwin utilizava ambos os conceitos e nunca deixou de usá-los.

A real diferença entre Darwin e Lamarck é resumida numa carta que Darwin escreveu a Joseph Hooker em 1844, em que diz que é um disparate a noção de que a mudança das espécies é um progresso constante que resulta da “lenta vontade dos animais”.

São os elementos de progresso e intencionalidade indevida que são o real lamarckismo.

A evolução pela seleção natural não acontece ao acaso, como o Smith falou. A seleção natural é tudo menos acaso.

A evolução pela deriva genética sim, acontece ao acaso, mas não é capaz de gerar adaptações com a eficiência e frequência da seleção natural.

smith13 novembro 2009 às 8:02 PM

Eu não disse que a seleção natural acontece ao acaso, eu disse que a evolução acontece ao acaso. E de fato, eu fui um tanto quanto superficial ao dizer isso, pois existem fatores da evolução que acontecem ao acaso, e outras não, a seleção natural não é um deles.

OICED MOCAM15 novembro 2009 às 1:01 AM

…Charles Darwin voltou a esperar mais uma década antes de publicar, em 1871, seus pensamentos sobre a origem do Homo Sapiens, registrados muito antes em seus cadernos de apontamentos, na obra “A Descendência do Homem e a Seleção Sexual”, em que registra o homem à ordem dos primatas. Nessa obra analisou fenômenos comuns aos homens e macacos , como o instinto, o afeto e a conduta social, temas que mais tarde desenvolveria mais detalhadamente em sua obra A expressão das emoções no homem e nos animais. Enquanto a teoria evolucionista de Darwin e Wallace se implantava nos meios culturais e nos meios científicos, os debates encarniçados, entre a opinião pública e as igrejas se mantiveram em parte até os nossos dias. Segundo a teoria , o homem não é senão um degrau mais alto que os chamados animais inferiores. Credita-se a ele, que o homem é descendente dos macacos. Na realidade, ele nunca afirmou tal coisa. Achava que homens e símios são descendentes de um ancestral pré-histórico comum, atualmente extinto. O macaco em outras palavras, não é nosso avô, mas primo.
O homem, segundo Darwin, é a mais elevada forma da vida humana, sobre a terra. Conseguiu o domínio sobre os outros animais por meio da lei da sobrevivência dos mais capazes. Pela palavra de Darwin mais capaz, não significa, necessariamente, o mais forte nem o mais sanguinário. Entre os animais inferiores, sem dúvida, a seleção natural se processa pela luta física e a exterminação. Dentro da esfera humana, porém, a luta individual é substituída pela cooperação social do grupo inteiro. A lei da selva não se aplica mais à vida do homem e lentamente, e coloca lenta nisso, vamos aprendendo o fato de que o melhor meio de garantir a sobrevivência do ser humano individual é trabalhar pela conservação da humanidade. O homem, portanto, é um animal social. Não foi criado à imagem de Deus. Não é um anjo caído, mas um selvagem evoluído, seu caminho não desce, intimamente ligado a tudo que se move, respira e luta. Na escala da vida evolutiva ele ainda deve ser classificado como animal, mas um animal com infinita capacidade para amar.

Darwin numa vida, mesmo que durante quarenta anos, foi um semi-inválido, dedicado aos estudos, das borboletas, besouros, orquídeas, sapos, os instintos dos pombos, a anatomia dos coelhos, patos e aves domésticas, as medidas dos cavalos, o plantio de sementes e sua flutuação em água salgada, com as conjeturas sobre o transporte de todas as germinações para terras distantes, plantas raras, a troca de idéias com cientistas de todo mundo. Os anais sobre cruzamento híbrido, a classificação e vida das cracas, enfim foram de estudos e dissecação e classificação, que muitas vezes sacrificaram a saúde de Darwin. Foram anos de controvérsias acadêmicas e religiosas que lançaram seus velhos amigos uns contra os outros. Foi ridicularizado em caricaturas da época que o representavam como macaco. E de felicidade doméstica com Emma, a mulher amada devota e seus sete filhos. Seu lema, durante a vida toda, foi: “Teimando, tudo se faz.”
Empédocles (495-435 a. C), é considerado o pai do evolucionismo: acreditava que a natureza procurava produzir formas mais perfeitas, eliminando as menos adaptadas.
Também Epicuro, já dizia: a vida , é uma força louca demais, para ser originária de um espírito divino, nenhum Deus era responsável pela criação, adotou a teoria de Demócrito como base concebeu a teoria da evolução (o mundo é uma auto-criação pela confluência acidental de átomos), vinte e dois séculos antes de Darwin.
O padre Suarez, no século XVI, defendeu a teoria fixismo ou princípio da imutabilidade das espécies, segundo esta teoria, baseada na interpretação literal do Gênesis, as espécies teriam sido criadas por deus,com seu aspecto atual, sem sofrerem modificações ou transformarem-se em outras.
Agora já conhecemos e também, temos provas da evolução, através da Paleontologia (fósseis), provas embriológicas (semelhança embriológica de diferentes espécies animais, semelhanças bioquímicas na excreção dos animais), Provas Anatômicas (baseadas na comparação da anatomia das espécies, homologia e analogia), a teoria do Lamarckismo, (lei do uso e desuso dos órgãos e lei da transmissão dos caracteres adquiridos), Princípio de Hardy e Weinberg (frequëncia gênica), as Leis de Gregor Mendel, que descobriu as leis da hereditariedade. A Genética é o ramo da biologia que estuda a transferência das características físicas e biológicas de geração para geração Os genes que estão no processo de reprodução de geração em geração, que os cientistas puderam definir como sendo uma molécula gigantesca, a que foi dado o nome de ácido desoxirribonucléico, também chamado de ADN. As idéias de Darwin, junto com os conhecimentos genéticos, formam a idéia evolutiva atual denominada: Teoria Sintética da Evolução ou Neo Darwinismo ou Teoria Moderna.
Os primeiros macacos a andar de pé viveram há milhões de anos. Sabe-se hoje que o genoma humano é 99% igual a dos chimpanzés pigmeus (símios) em sua configuração cromossômica. É bastante parecido com o nosso ancestral australopiteco, que teria vivido na África há cerca de 3,5 milhões de anos. Um Bonono (chipanzé) já conseguiu-se comunicar com desenvoltura usando um tabuleiro de símbolos e pronunciou uma palavra e frases em inglês. O homem nada mais seria do que um macaco superevoluído. Homem e macaco são bastante semelhantes, uma vez que a diferença ocorreu devido a uma mutação, genética acidental, ao caso em determinado momento da nossa evolução. Chipanzés se reconhecem no espelho. Oragotangos, observam e enganam humanos distraídos. Sinais de que sabem quem são e se distinguem dos outros. Ou seja, são conscientes. Cetáceos e primatas, são capazes de aprender novos hábitos e de transmiti-los para as gerações seguintes. A maioria das aves e mamíferos tem algum raciocínio. Amor, tido como o mais elevado dos sentimentos, é parecido em várias espécies, como os corvos, que também criam laços duradouros, se preocupam com o ente querido e ficam de luto depois de sua morte. A idéia de que somos os únicos animais racionais tem sido destruída desde os anos 40.

A recuperação e a análise do DNA, matriz genética de todos os seres vivos presente em ossos e outros tecidos, abriram novas possibilidades de investigação. Com isso pode-se entender a evolução do Homo sapiens, rastrear a trajetória das criações antigas e a origem das plantas e animais conhecidos, até o antigo ancestral vertebrado conhecido, uma criatura de cinco centímetros chamada Pikaia Graciens, que ainda não exige idolatria.
Podemos dizer que genoma é o código genético do ser humano, ou seja, o conjunto dos genes humanos. No material genético podemos encontrar todas as informações para o desenvolvimento e funcionamento do organismo do ser humano. Este código genético está presente em cada uma das nossas células. O genoma humano apresenta-se por 23 pares de cromossomos que contem interiormente os genes. Todas as informações são codificadas pelo DNA, o ácido desoxirribonucléico. Este ácido, que tem um formato de dupla hélice, é formado por quatro bases que se juntam aos pares: adenina com timina e citosina com guanima.

O nome dele é John Graig Venter, esse novo Deus, o primeiro bilionário da biotecnologia. Assim com Darwin, saiu pelo mundo para fazer as suas pesquisas, comprou um veleiro, transformou-o em laboratório e saiu navegando pelo mundo, coletando genes. Pegava amostras de água de vários lugares e seqüenciava, em massa, todos os pedaços de DNA das criaturas ali presentes. O geneticista Craig Venture, dono da empresa de pesquisas genética Ventura, completou em 2000 o sequenciamento genético de todos os genes humanos. Foram identificadas todas as bases (moléculas químicas que formam o DNA). Paralelamente o Projeto Genoma, que teve a participação de várias instituições de pesquisa do mundo todo, concluiu o mapeamento genético. No final da viagem o cientista , do J. Craig VenterInstitute, contava com uma base de dados de nada menos que 6 milhões de genes, vindos dos mais diferentes organismos. Seu objetivo é transformar uma bactéria que trabalhava para a própria sobrevivência numa que trabalhe pela nossa.

Venter anunciou esse ano a publicação de seu próprio genoma, ou seja , todos os 6,4 bilhões de “letras genéticas”, que compõem seu DNA na seqüência certinha. Era a primeira vez que alguém decifrava o genoma de um ser humano usando como base um único indivíduo. Algo parecido havia acontecido após 13 anos de pesquisa por um consórcio de laboratórios internacionais, porém com amostras de várias pessoas e o trabalho descrevia apenas metade do DNA humano. O trabalho de Venter é o mais completo da história nessa área, o que antes era rascunho virou arte-final. Quanto mais aprendermos sobre o genoma, maior será nosso poder sobre a vida e sobre a morte. Se soubéssemos quais são todos os genes ligados ao câncer , por exemplo, teríamos mais munição para lutar contra: síndrome de down, talassemia, albinismo, daltonismo, doença de Alzheimer, epilepsia, hemofilia A e B, leucemia etc.
Elizabeth Blackburn, Carol Greider e Jack Szostak ganharam o Prêmio Nobel de Medicina ou Fisiologia de 2009 por seu trabalho com cromossomos. Elizabeth é bióloga molecular e bioquímica, responsável por importantes pesquisas sobre o DNA (ácido desoxirribonucléico) e a divisão celular, que deu origem a uma nova linha de investigação sobre as bases químicas da vida. No seu novo país EUA, começou as pesquisas com telômeros, que ajudam os cromossomos a permanecerem estáveis e inteiros, garantindo o sucesso do ciclo de replicação do DNA. Em 2004, foi demitida do Conselho de Bioética do governo de George W. Bush por criticar as restrições da Casa Branca às pesquisas com células-tronco embrionárias. No começo deste ano, ela declarou que “o governo anterior tinha essa estranha impressão de que a ciência era inimiga da moralidade”. Szostak nasceu em Londres, e cresceu no Canadá. Estudou em Montreal e em Nova York, onde se doutorou em 1977. Atualmente leciona Genética no Hospital Geral de Boston. Também está ligado ao Instituto Médico Howard Hughes. Ele fez contribuições pioneiras no campo da genética. Estudou a origem e evolução primordial da vida por meio de esforços para projetar e sintetizar uma protocélula autorreplicante capaz de realizar a evolução darwiniana.
Após uma longa e exaustiva discussão através dos tempos, com a desajeitada vantagem de que a religião surgiu “primeiro” e serviu de explicação com suas fábulas divinas ao homem como explicação do mundo quando a ciência não existia, a humanidade teve de assimilar as grandes mentiras e a imagem que tinha de si própria, embora as religiões continuem apresentando de forma equivocada e inútil e como entrave ao conhecimento da origem do homem. A ciência deu a resposta à pergunta, que : “De quem descendemos e de onde viemos ?” Darwin tocara o estudo do abstrato do céu pelo estudo concreto da terra. Como profetizou Darwin, até se encontrar o fóssil do ancestral comum. O mundo perdera um padre e ganhou um dos maiores cientistas da história. E a descoberta da bípede primitiva na África recentemente, Ardi, foi o bilhete premiado do cientista.
Na web agora você pode ler (em inglês) tudo sobre a vida de Darwin, suas anotações , ilustrações de diversos mamíferos, aves e répteis, fotos pessoais do cientista, recortes de jornais e muito mais. O endereço: http://daewin-online.org.uk

“Afirmar que Deus fez isso, não é nada mais
do que uma admissão de ignorância vestida
enganadoramente como uma explicação.”

Peter Atkins

Em que você prefere acreditar sobre a nossa origem ? Por favor, não responda agora, (só pense e reflita após ler mais algumas páginas da história ou simplesmente as citações nos finais dos capítulos). No Gênesis do Livro, que diz:

“Deus criou o Mundo primeiro, primeiro o mundo mineral, vegetal, animal e só no fim criou o homem e a mulher, os criou à sua imagem e semelhança. E lhes disse: crescei e multiplica-vos, dominai sobre e terra e sujeitai-la”.

Na resposta atual da Santa Sé – Vaticano, que afirma: que o homem poder vir de uma evolução do macaco não condiz com a história (Adão e Eva) contada no livro de Gênesis. “Apesar de o homem compartilhar 97% de seus genes com macacos, os 3% restantes são o que distingue a raça humana como “única”, inclusive a existência da fé.”

Para existir um Arquiteto, Projetista ou Um Criador, precisa haver a existência e não interpretar a existência à vontade de uma pessoa desconhecida. Por que a Bíblia não diz nada de verdadeiro sobre o DNA, Astronomia, Biologia, Ciência… ou algo parecido?
Quando a Igreja Católica começou a perder a parada para a ciência, o Pio XI resolveu a coisa com uma declaração perfeita:

“A Igreja cederá à ciência tudo que esta legitimamente reivindicar”.
Legitimamente, um advérbio perfeito! É exatamente isto, você deve ceder tudo o que for legítimo ceder.

Os antigos hebreus acreditavam que a Terra era o centro do Universo, e que o sol, lua e estrelas eram manchas no céu. Com isso a Bíblia concorda. Pensavam que a Terra era plana, com quatro cantos; que o céu, o firmamento, era sólido – o piso da casa de Jeová. A Bíblia ensina o mesmo. Imaginavam que o Sol girava em torno da Terra e que, parando o Sol, o dia se prolongava. Foram precisos muitos séculos para forçar os Teólogos a admitir isto. Relutantemente, cheios de malícia e ódio, os pregadores se retiraram de campo, deixando a vitória com a ciência. Para alguém que está fora da fé cristã, é espantoso como um livro pode ter um conteúdo tão trivial e, mesmo assim, ser considerado produto da onisciência.
Perguntaram a Steven Pinker, professor de psicologia da universidade de Harvard e autor do livro Como a Mente Funciona – Se a ciência inviabiliza a crença em Deus? – ele responde: “Sim. Quanto mais aprendemos sobre o mundo, menos vemos razão para acreditar em Deus. O senso moral pode ser estudado como qualquer outra faculdade mental, através da psicologia evolucionária e da neurociência cognitiva. Deus não tem nada a ver com isso”.

Por isso podemos dizer que, religião, que ignora as explicações da ciência, física, química, biologia, arqueologia e paleontologia é pura invenção do homem para preencher a sua existência com hipóteses, que exige ao mesmo tempo, amor, fé cega subjugada e temor para as respostas de Deus na “fabula da criação divina”.

Não se surpreendam se no bicentenário de Charles Darwin ou num futuro próximo o Vaticano (que diz ter o monopólio da razão e criação divina) realize um pedido de desculpas póstumo ao naturalista britânico e revise a posição a respeito da Teoria da Evolução. Afinal, é o que eles sabem realizar muito bem através do seu tribunal eternamente em sessão.

“O Universo não apresenta qualquer evidência de uma mente dirigente (…) Todos os bons intelectuais têm respeito, desde o tempo de Bacon, que não pode haver qualquer conhecimento real senão aquele baseado em fatos observáveis.” Augusto Conte

OICED MOCAM15 novembro 2009 às 1:08 AM

ÚLTIMAS

Um dos pedaços do DNA humano que evoluiu mais rapidamente é um gene ligado ao desenvolvimento do cérebro, de acordo com descobertas de uma equipe de pesquisadores, publicadas na edição desta quinta-feira (17) da revista Nature.

Em uma busca computadorizada pelos trechos de DNA que mais mudaram desde que as linhas evolutivas de humanos e chimpanzés se separaram, a “Região Acelerada Humana 1″, ou HAR1, destacou-se claramente das demais, diz a principal autora do trabalho, Katie Pollard.

“Está evoluindo com uma rapidez incrível”, declarou ela. “É realmente um caso radical”.

Pollard primeiro rastreou o genoma do chimpanzé em busca de DNA que fosse muito parecido entre macacos e outros animais. Em seguida, comparou esta região entre chimpanzés e humanos, procurando pelos pedaços que, teoricamente, fariam uma grande diferença entre os outros animais e nós.

A HAR1, composta por 118 “letras” de DNA, apresenta apenas duas diferenças entre chimpanzés e galinhas. Já entre chimpanzés e humanos, há 18 letras diferentes.

Experiências realizadas pela cientista Sofie Salama mostraram que a HAR1 é compartilhada entre dois genes, HAR1F e HAR1R. As evidências sugerem que a região HAR1 não codifica proteínas, mas produz moléculas de RNA que controlam a atuação de outras genes.

As proteínas que compõem o corpo humano e o dos chimpanzés são muito semelhantes entre si, mas acabam montadas de modo diferente, explica Pollard. Diferenças de como, onde e quando os diversos genes são ativados provavelmente dão origem às diferenças físicas entre os humanos e outros primatas.

Pesquisadores de universidades dos EUA, Bélgica e França mostraram que o gene HARF1 mostra-se ativo durante um estágio crítico no desenvolvimento do córtex cerebral, uma estrutura que é muito Amis complexa nos seres humanos do que em chimpanzés e outros macacos.

Os cientistas descobriram que o RNA criado pelo HARF1 associa-se a uma proteína chamada relina no córtex de embriões em estágios iniciais de desenvolvimento. O mesmo padrão aparece em humanos e macacos rhesus, mas como o gene HAR1F humano tem uma estrutura única, o RNA pode agir de modo diferente. Essas diferenças podem explicar parte do que separa o ser humano dos demais primatas. (Estadão Online)

Alexandre18 novembro 2009 às 2:05 PM

Eu gostaria de debater amistosamente sobre um conceito exposto por Smith.
Me soa incorreto afirmar que a evolução não ocorre devido às exigências do meio.

Se o meio não impulsionar a espécie à frente devido às novas necessidades impostas, então qual será o fator de evolução? A aleatoriedade existe no caos natural, mas, uma vez posta a necessidade, a espécie sofre mutações específicas para suprí-las.

Gostaria de ouvir a opinião dos meus amigos ateus.
Um abraço,
Alexandre

Homero18 novembro 2009 às 2:56 PM

Olá Alexandre

Alexandre: “Me soa incorreto afirmar que a evolução não ocorre devido às exigências do meio.

Se o meio não impulsionar a espécie à frente devido às novas necessidades impostas, então qual será o fator de evolução? A aleatoriedade existe no caos natural, mas, uma vez posta a necessidade, a espécie sofre mutações específicas para suprí-las.”

Pois é, são esses conceitos e termos que costumam causar certa confusão no entendimento da evolução. Sua questão foi bem até a afirmação final, sobre sofrer mutações específicas.

Sim, a evolução se dá a partir das pressões (melhor que exigências, mas também seria correto usar o termo..:-) e sem pressões do meio não haveria evolução. Ainda assim, haveria modificação e mutações e é isso que “pega” no final.

As espécies não sofrem mutações “para suprir” uma necessidade, mas sofrem mutações aleatórias sempre, com ou sem pressões ambientais (ou de outro tipo). SE surgir uma pressão e SE uma mutação aleatória for vantajosa (acidentalmente vantajosa), então será preservada nas próximas gerações.

Mamutes lanudos não desenvolveram pelagem grossa “para” suprir a necessidade devido a glaciação. O que ocorreu é que durante os milhares de anos de resfriamento da glaciação, a cada geração, mamutes com mais pelos, variação que já existia antes do resfriamento, tinham uma vantagem nesse novo ambiente.

No período antes da glaciação, com calor, essa modificação recorrenta nada significava, e não tinha especial vantagem, e não era passada para a próxima geração com mais força que qualquer outra. Mas quando o resfriamento começa, essa ligeira diferença de pelos se torna uma vantagem (se torna, mas não surge para suprir).

Um abraço.

Homero

Tranceman18 novembro 2009 às 3:30 PM

Acho que esse post está com um problema causado justamente por nós que concordamos com a teoria da evolução.

A discussão passou de ser explicar um desafio/pergunta a quem não acredita, para uma discussão sobre qual a evolução mais correta. Estamos discorrendo e dissertando mais do mesmo desnecessariamente e ao inves de acrescentar algo que simplifique a questão para aqueles que são o verdadeiro alvo desse texto, no fim das contas estamos complicando ainda mais.

Com mais alguns comentários como estes um aluno de curso de biologia já vai poder copiar o conteúdo pra uma monografia sobre o tema.

Enfim, acho que está se tornando redundante debater sobre um tema que todos concordam

FLWS!!!

Ricardo Ferreira18 novembro 2009 às 5:25 PM

Realmente, o melhor texto simplificando a evolução. Fantástico!

smith18 novembro 2009 às 6:41 PM

Sobre o que foi questionado pelo Alexandre, faço das palavras do Homero as minhas, explicação clara e concisa.

Tranceman, discordo, creio que ao aprofundarmos na teoria da evolução evitamos que as pessoas que vieram aqui para entender a evolução saiam com os conceitos mal explicados, evitando que estas possam cometer algum equívoco ao tentar discutir a evolução doravante.

OICED MOCAM19 novembro 2009 às 10:52 PM

Parabéns a Liga Humanista Secular do Brasil
e pelo alto nível dos comentários dos participantes.
como contribuição recomendo!
Um espaço muito interessante para agregar ciência e filosofia sobre evolução biológica.
http://evolucionismo.ning.com/

Cleberson23 novembro 2009 às 11:01 PM

Explêndido!

Considere-me seu fã a partir de hoje!

Intervigilium10 janeiro 2010 às 8:55 AM

Bom texto, bom blog =)
Não sei se conhecem, mas esse video pode deixar mais facil ensinar para as pessoas como a evolução funciona.
http://www.youtube.com/watch?v=SeTssvexa9s

Sonia Domingues17 janeiro 2010 às 1:55 AM

Acabo de conhecer seu blog e gostei muito.Sou dona-de-casa , mantenho um blog sobre crochet mas adoro me aventurar pela net e a sorte me faz essas surpresas como agora.Veja só, estava em um blog tentando acessar uma ferramenta quando cliquei em um link e fui levada ao site de uma emissora de tv sulamericana que mostrava as imagens da tragédia no Haiti.Neste mesmo site, encontrei um artigo de autoria de Eduardo Galeano falando de todo o processo histórico ocorrido no Haiti e suas implicações no atual estado de miséria e desordem social. Li o artigo em espanhol, mas desejando publicá-lo no meu blog (tambem tenho um blog onde salvo artigos sobre política, filosofia, etc) pesquisei a versão traduzida na NET e foi assim que aqui cheguei.Conferindo as suas postagens, todas muito interessantes por sinal, me deparei com ” A Teoria da Evolução das Espécies”, cujo assunto que me atrai muito.Cada vez que leio a respeito, aprendo um pouco mais e sempre estou disposta a aprender. Li todo o artigo e depois li os comentários, excelentes. Parabens pelo blog. Voltarei outras vezes e ,se comentar, prometo me deter mais ao assunto da postagem. Abraços.

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