O Elo Perdido

Fonte: Criação X Evolução
Autor: Marcus Valerio XR
O “ELO PERDIDO” FOI ENCONTRADO?
Se cada vez que um criacionista faz essa pergunta surgisse um elo de metal, já haveria quantidade suficiente para forjar uma corrente que chegaria até a Lua. Curiosamente, pouquíssimos evolucionistas usam esse termo, e em poucas ocasiões, quase sempre num sentido bem diferente. Isso ocorre por que “Elo Perdido” NÃO é um conceito evolutivo. Não é um termo técnico usado para designar aquilo que é melhor referido como “lacuna” no registro fóssil, na melhor hipótese.
Portanto, quando alguém faz essa pergunta, é difícil saber o que tem em mente, mas uma coisa fica clara: Sua ignorância no assunto. Em geral é apenas um criacionista tentando empurrar a velha falácia da inexistência de fósseis transicionais, que existem aos milhares, mas são negados com o Argumento da Descontinuidade, que examinaremos mais adiante.
“A má intenção já está evidenciada na palavra “perdido”
É muito difícil saber como surgiu o termo “elo perdido”, mas de certo foi numa época em que a Teoria da Evolução ainda não estava suficiente desenvolvida e com seus termos técnicos bem definidos. O termo costuma ser usado para se referir a uma “espécie transicional” entre duas outras, que serviria de ligação evolutiva. Na maioria das vezes refere-se à ligação entre a espécie humana e seu ancestral hominídeo, ou melhor dizendo, se referiria, porque normalmente quem usa esse termo ainda pensa que o homem veio do macaco.
Porém, a má intenção já está evidenciada na palavra “perdido”, ou seja, o termo quase sempre é usado com pressuposição de que não existem evidências que corroborem a evolução das espécies, em especial da espécie humana. Assim, a pergunta além de maliciosa, é estúpida. Se o “elo” já tivesse sido encontrado não estaria “perdido”!
Observe também que há uma tremenda diferença em usar o termo com um artigo definido, ou indefinido. Quando alguém que tem conhecimento sobre o assunto diz “um elo perdido”, normalmente está se referindo a um estágio intermediário qualquer que ainda não esteja claro no registro fóssil. Por vezes até pode-se dizer “o elo perdido”, mas sempre num sentido indefinido, como por exemplo “o elo perdido” entre o homo habilis e o homo ergaster, que são espécies fósseis bem próximas entre si, mas que ainda podem admitir um estágio intermediário.
“Afirmar que existe um “elo perdido” é proclamar a existência de uma espécie que pode nem sequer existir”
No entanto, mesmo esse uso é no mínimo desaconselhável, porque além do termo ser perpetuamente condenado a estar desaparecido, não faria sentido usar o termo “elo perdido” numa amostra de série evolutiva que tenha seus estágios bem conhecidos, ainda por cima ele faz uma pressuposição ainda mais incerta, de que deveria haver uma espécie específica, quando na verdade pode haver várias, ou dependendo do caso, nenhuma.
Em outras palavras, entre uma espécie 1 e uma espécie 2, não necessariamente tem que haver uma espécie 1.5, pois poderia haver 1.2, 1.4, 1.6 etc
Portanto, afirmar que existe um “elo perdido” entre duas espécies conhecidas, é proclamar antecipadamente a existência de uma espécie tal que se encaixe naquela lacuna, que pode nem sequer existir, mesmo porque podemos estar errados na concepção da linhagem evolutiva entre elas. Por exemplo:

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Quem pensa em termos de “elo perdido”, tem a tendência a imaginar que se trata do grande X da série acima. Como se cada elemento da série fosse um elo de um corrente imaginária com apenas uma única ausência, provavelmente porque a diferença entre essas espécies parece maior do que entre as outras. No entanto, o fato de estarmos satisfeitos com os demais elementos da série não impede que ainda existam espécies desconhecidas entre elas, os demais x. E nem mesmo que entre essas existam ainda outras!
Ou seja, ao invés de um “elo”, poderia haver vários elos entre as espécies que já conhecemos, e pior! Poderia haver nenhum, mesmo entre espécies que parecem muito diferentes, porque é perfeitamente possível que tenha havido um salto evolutivo mais drástico do que esperamos, até mesmo com o possível nascimento de um mutante que não chegou a configurar uma espécie de muitos indivíduos, mas sim tendo feito uma transição muito mais rápida.
“Normalmente as séries evolutivas não são lineares”
Assim, já temos um problema que passa desapercebido por muito criacionistas, e por muitos evolucionistas também. Embora normalmente existam “espécies” intermediárias, se forçarmos ainda mais as gradações, podemos chegar a intervalos cada vez menores que não sejam preenchidos por uma outra espécie, mas sim por uns poucos, ou mesmo um único indivíduo, que faria a transição. Isso ocorre porque esse mutante teria uma aparência ligeiramente diferente de seus genitores, e sua prole teria uma aparência mais diferente ainda.
Além de tudo isso, normalmente as séries evolutivas não são lineares. Pode haver não um “elo”, mas uma ramificação “perdida”, pois o mais comum é vermos evidências fósseis que ficam melhor organizadas na forma de árvore, como se segue:
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Podemos imaginar a espécie mais a esquerda como o ancestral de uma linhagem que vai até a superior direita, mas muitas vezes podemos nos enganar achando que uma espécie deriva de um ramo, quando na verdade vem de outro, e muitas vezes uma espécie similar pode não ser uma ancestral, e sim uma espécie paralela. A simples montagem de uma árvore depende de haver evidências suficientes para se conseguir visualizar uma linhagem. É como tentar montas um quebra-cabeça com diversas peças faltando, depende de quantas tivermos, podemos montá-lo deixando poucos espaços vazios, ou podemos deixar grandes espaços, ou nem ser possível montar coisa alguma.
Os criacionistas, curiosamente, quase sempre usam a expressão “elo perdido” não como um conceito que possa se aplicar a casos distintos, mas como se isso se referisse a uma única espécie hipotética. É como se algum dia evolucionistas tivessem proclamado: “Temos uma série quase completa de espécies intermediárias entre A e B, falta achar apenas uma única.” Mas como já vimos, essa situação, que seria a única onde um “elo perdido” faria sentido, é praticamente absurda.
“Enfim, “elo perdido” é um conceito que não faz sentido”
Portanto, não há um “elo perdido” entre humanos e macacos, porque os humanos não evoluíram dos macacos, e sim de hominídeos que não eram macacos. Também não existe um “elo perdido” entre os humanos e esses hominídeos, porque o conceito em si, como já vimos, não faz sentido. Pode haver estágios desconhecidos, que provavelmente nunca serão totalmente desvendados.
Note que, inclusive, pressupor um “elo perdido” seria na verdade pressupor um grande trunfo, e um triunfo, da pesquisa evolutiva, porque significaria o conhecimento de uma linhagem completa, faltando apenas um único detalhe! É muito curiosa essa abordagem de alguém que pretende insinuar que a evolução está dependendo de uma prova que nunca foi encontrada.
Enfim, “elo perdido” é um conceito que não faz sentido. Os evolucionistas não estão em busca de elos perdidos e quando se referem ao mesmo normalmente é de uma forma ilustrativa. Não há um “elo perdido” entre os humanos e os hominídeos implorando para se encontrado. Há uma vasta, progressiva e muito bem documentada coleção de evidências fósseis que mapeiam um quadro evolutivo bastante coerente, embora ainda incompleto. Além do mais, muitas vezes as espécies de transição não estão sequer extintas, podem ser espécies ainda vivas.
Só quem busca um “elo perdido” é o criacionista, não para encontrá-lo, e sim pelo contrário, feliz em pensar que existe uma perpétua frustração por isso, que como já vimos, não tem outra intenção do que afirmar a inexistência de fósseis que evidenciem o processo evolutivo.
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Só quem busca um “elo perdido” é o criacionista, não para encontrá-lo, e sim pelo contrário, feliz em pensar que existe uma perpétua frustração por isso, que como já vimos, não tem outra intenção do que afirmar a inexistência de fósseis que evidenciem o processo evolutivo.
Sim, o sonho deles e encontrar o Ignorante quadrúpede primordial para provar que desde épocas inexistentes este não só se curvam como ficam de quatro com facilidade e passam a morder e matar sem dificuldade alguma quem lhes diz que são jumentos empacados e não Indivíduos.
[...] This post was mentioned on Twitter by André – Dé
, Marcelo Druyan. Marcelo Druyan said: http://bit.ly/2jTCRg http://fb.me/3s2yvmT [...]
O Elo perdido dos criacionistas é o neurônio.
A teoria da evolução conta em sua história com o maior número de fraudes e escândalos na história da ciência, principalmente na análise de fósseis de ancestrais humanos, com combinações de ossos de macacos com ossos de humanos para montagem de “elos”, digo, transições, e não sem antes promover uma grande divulgação na mídia “científica”, com desenhos altamente criativos.
Jairo, você poderia apresentar as estatísticas dessa sua afirmação, referente ao maior número de fraudes?
E, quantos periódicos científicos sobre evolução você lê por semana?
Ahhh, e não confunda mídia com ciência.
É isso aí Guilherme, seja a “luz” para iluminar mais uma cabeça cega e satisfeita com suas certezas encontradas nos bancos de igreja e conclusões precipitadas.
Existem fraudes em ciência como existem em qualquer área de atividade humana. Mas apenas na ciência existem mecanismos de correção e detecção de fraudes, e é justamente por isso que o Jairo pode conhecer algumas delas, provavelmente as mais famosas, como o Homem de Piltdown.
Entretanto, foi a própria capacidade da ciência, do método científico, que permitiu desmascarar a fraude, ou seja, usando as ferramentas e o conhecimento que permitem separar ossos antigos, humanoides, de ossos recentes e de simios fora da linhagem humana. E se pode fazer isso, reconhecer a fraude, é apenas porque esse conhecimento, sobre fósseis, é valido e verdadeiro.
A detecção da fraude de Pitdown demonstra a capacidade da ciência e sua correção quando afirma que outros fósseis são reais e de nossa linhagem. Isso deveria ser óbvio até para criacionistas: só se pode detectar uma fraude, se existir uma maneira de detectar o verdadeiro, em qualquer área..:-)
Mas a cegueira, do tipo voluntária, não vai ser abandonada por causa de coisas tão irrelevantes como evidências, razão, provas e conhecimento confiável, claro. Quem deseja “crer” ser mais que um primata arrogante que pensa ser o universo “feito para ele”, não muda de idéia assim, apenas “pula” para outra bobagem, outra distorção, outro engano, e pronto.
A ICAR não mais descarta a teoria darwinniana. Criacionismo ou não tudo se encaixa com a palavra de Deus. Voces, ateus que não percebem isso.
“Cicero de Oliveira23 novembro 2009 às 14:55
A ICAR não mais descarta a teoria darwinniana. Criacionismo ou não tudo se encaixa com a palavra de Deus. Voces, ateus que não percebem isso.
”
O problema com as religiões, mesmo nas mais moderadas, é o que pesa é o apego a tradição e a necessidade emocional de conforto e não o fato delas tentarem ou não se compatibilizar com as ciências. Claro, com um grande esforço interpretativo pós-fato (flexibilização de determinadas posições, alegação de que outras devam ser levadas literalmente enquanto outras ainda devem ser lidas como metáforas ou alegorias) tudo pode ser compatibilizado, mesmo que ainda não hajam evidências empíricas e racionais para o credo original em si.
A questão é que são os religiosos que tem que correr atrás das ciências. São eles que são obrigados a “revisar” ou melhor dizendo ajustar sua narrativa (e como ela deve ser interpretada) para se alinhar aos conhecimentos científicos. Esta ginástica intelectual é absolutamente fantástica sobretudo quando se quer afirmar que as escrituras ou os pronunciamentos de autoridades religiosas devem ser seguidos por serem incorrígiveis ou por que estes tem um ligação direta com a verdade. Esta postura é profundamente anti-científica e preguiçosa, diferente das ciências e da investigação crítica e racional de modo geral. As ciências são enqunato prática coletiva são iconoclastas e mesmo que cientistas individuias exibam preconceitos e apego emocional a certas visões de mundo, o fato da empreeitada científica ser divida em uma comunidade crítica (que prima pela sistematicidade, rigor e bisca e controle das fontes de erro e distorção) ajudam corrigem ao longo do tempo os desvios individuais. O resultado afinal é altamente pragmático e robusto mesmo que temporário e falível.
Rodrigo