À espera de um milagre
Introdução: Marcelo Druyan
A máquina de propaganda católica é como um elefante em uma loja de cristais: devastadora e nada sutil. Nem bem o corpo de Zilda Arns desceu ao solo, sua alma foi alçada ao paraíso. Mas a economia deixou de lado a tragédia pagã e seus 70 mil protomártires!
A cúpula da Igreja Católica no Brasil pretende canonizar Zilda Arns. Apesar de atender aos critérios de “virtude ou martírio” e de existir a exigência de dois milagres - o que não é problema em um país onde Walter Mercado realizava maravilhas com seu “ligue já” - há uma pedra no meio do caminho.
Em 2007, o grupo Gay da Bahia concedeu o Troféu Triângulo Rosa – dedicado aos amigos dos homoafetivos - a Zilda Arns. Ela foi premiada por ter expressado publicamente o seu apoio ao projeto de Lei 5003/2001, que torna a homofobia crime no Brasil. O terceiro (e verdadeiro) milagre seria um papa conservador canonizar uma simpatizante de homoafetivos e, sabe Deus, torná-la a primeira santa GLBT.
Sejamos decentes! Respeitar a humanidade de Zilda Arns é o melhor altar que podemos erguer à sua memória.
CNBB cogita pedir canonização de Zilda Arns
Fonte: O Globo
Autor: Gerson Camarotti
Integrantes da cúpula da Igreja Católica no Brasil já cogitam dar início ao processo de canonização da coordenadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns . Dirigentes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil consideram que a candidatura seria fortíssima. Como é preciso o mínimo de cinco anos para abertura de um processo de canonização, prelados brasileiros evitam falar no tema publicamente. Consideram que a candidatura será bem recebida, já que Zilda se enquadra no perfil de “uma santa moderna”, como disse um bispo. A mobilização em torno de sua morte é vista como uma motivação para torná-la exemplo da fé católica no país, além de se enquadrar na política do Papa Bento XVI de fortalecer a ação missionária na América Latina.
__ Zilda é um exemplo para todos os católicos do Brasil e do mundo. Por isso, no tempo certo, será forte candidata num processo de beatificação – disse um bispo.
Um processo de canonização tem várias etapas. Na melhor das hipóteses, o de Zilda poderia durar duas décadas. Cinco anos após a morte, a arquidiocese de Curitiba deve enviar a documentação exigida e postular a causa no Vaticano. É possível tornar-se santo pela virtude ou pelo martírio. A interpretação na CNBB é que dona Zilda poderia ser enquadrada nos dois critérios, já que sua morte trágica teria características de martírio. Só depois, ela pode ganhar o título de venerável, considerada uma das fases mais difíceis do processo. A segunda etapa é da beatificação. Nesse caso, será preciso a comprovação de um milagre para que Zilda seja considerada uma beata pela Igreja Católica. A última etapa do processo é a canonização, com a comprovação de um segundo milagre.
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[...] bem reparou o amigo Marcelo Druayn do Bule Voador “Se Zilda Arns virar santa vai ser a primeira santa GLS do Vaticano!” [...]
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“uma santa moderna”: A mobilização em torno de sua morte é vista como uma motivação para torná-la exemplo da fé católica no país, além de se enquadrar na política do Papa Bento XVI de fortalecer a ação missionária na América Latina.
Tudo em nome do Poder e da perda deste se esta República Bananeira tomar vergonha na cara e implementar as Leis necessárias para Todos seus Cidadãos sem exceções!
Chega de Homofobia,Sexismo,Machismo e Superstições aqui!É hora de sermos respeitados como Indivíduos e Pagadores de Impostos.